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LENDA DE EQUADOR: A BOTIJA DA BARAÚNA

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       A botija era um recipiente de barro ou cerâmica utilizado antigamente para guardar objetos de valor, como moedas de ouro, joias, documentos e outros bens preciosos. Em uma época marcada pelo medo dos ataques de cangaceiros e de outros saqueadores, muitas famílias tinham o costume de esconder suas riquezas em botijas, moringas, potes e outros recipientes. Esses tesouros eram enterrados em locais estratégicos, como quintais, paredes, muros, debaixo de árvores ou próximos a pedras e plantas de fácil identificação, para que pudessem ser recuperados posteriormente.      Entretanto, muitas pessoas morriam antes de revelar o esconderijo ou de resgatar seus bens. Daí surgiu a crença popular de que suas almas permaneciam presas ao tesouro, aguardando alguém que pudesse libertá-las.      Conta-se que um morador de nossa cidade sonhou com uma dessas almas. Durante o sonho, ela lhe pediu que fosse sozinho até uma antiga baraúna, onde havia ...

LENDA RURAL DE EQUADOR-RN- O CÃO DA FAVELA E A GUERRA DAS VAZANTES.

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Em uma época remota na comunidade rural de Favela, no município de Equador-RN, vivia uma criatura mística, demoníaca e travessa, cuja missão era infernizar a vida dos moradores, criando contendas e ódio que alimentavam sua natureza maléfica. Nos períodos de longa estiagem, a luta dos agricultores pela sobrevivência intensificava-se, e cada pequeno terreno úmido, onde fosse possível plantar, era naturalmente disputado e protegido, como era o caso das vazantes. No sítio, habitava uma senhora muito devota chamada Rosa, que vivia em intensa oração. Constantemente, ela recebia a visita do cão da favela, que a infernizava, narrando todas as maldades cometidas. Rosa repreendia e até mesmo exorcizava o ser. Em uma noite de seca extrema, o cão revelou que faria os agricultores, seu João e seu José, brigarem por causa de um barramento de açude. Na manhã seguinte, o cão colocou seu plano em prática. Durante a noite, foi à várzea, pisoteou todas as plantações do senhor José e incutiu em sua me...

A PRIMEIRA PRAÇA DE EQUADOR

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Durante o primeiro mandato do prefeito Francisco Sabino de Oliveira, foi erguida a que viria a ser a primeira e mais significativa praça de Equador. Este local emblemático de nossa cidade recebeu o nome de Ageu de Castro, que foi prefeito nomeado de Parelhas por volta de 1930 e exercia forte influência na região. A inauguração ocorreu em 1977, com a presença de autoridades, famílias e do filho do homenageado, o senhor Alexandrino Castro, mais conhecido como Xandinho. A praça era inteiramente arborizada, com o busto de Ageu de Castro no centro, o qual infelizmente foi alvo de vandalismo posteriormente. Após diversas reformas, o espaço agora abriga a praça de eventos Zequinha Sanfoneiro.   Contribuições de Zenon Sabino de Oliveira

ORIGEM E EVOLUÇÃO DO NOME DA NOSSA CIDADE.

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  A história do nome da nossa cidade, Equador-RN, é tão rica e diversa quanto suas paisagens. De acordo com a renomada geógrafa Maria Zélia Batista Guedes, ao longo de sua trajetória, a cidade carrega três denominações distintas. Inicialmente, foi batizada como povoado de São Sebastião, em virtude da promessa feita por Simão Gomes da Silva em honra ao santo padroeiro. Posteriormente, tornou-se conhecida como Distrito de Periquito, devido à profusão dessas aves que ecoavam suas vozes de uma serra a outra, preenchendo o ambiente com sua algazarra característica. No entanto, a transição para o nome Equador trouxe consigo uma nova camada de significado. Esta designação, uma derivação da palavra "equação", remete à relação das águas do município com a Paraíba, que atravessa suas terras. Essa associação simbólica com a água e seus movimentos naturais contribui para a identidade única da cidade. Apesar dessas explicações consolidadas ao longo do tempo, há outras versões documentad...

LEI 2799 DE 11/05/1962 CRIA O MUNICÍPIO DE EQUADOR

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  No dia 11/05 de 1962 é criada e sancionada a lei 2799 que cria o município de Equador pelo goverandor Aluizio Alves. Esta lei delimita os limites da nosso município e define que a sede seria a vila de Equador. Veja a cópia da lei:

BIOGRAFIA DE JACOB ALVES DE AZEVEDO

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JACOB ALVES DE AZEVEDO, brasileiro, agricultor e pecuarista, nascido no dia 15 de fevereiro de 1888 no sítio Boa Vista, município de Jardim do Seridó-RN, filho de Justino Alves da Costa e Maria Claudina de Jesus Oliveira, sendo seus 12 filhos do primeiro matrimônio com dona Severina Ramos de Oliveira: Arnaldo, Arnaud, Justino, Josias, Sebastião, Mário, Gabriel, Jacob Filho, Maria, Francisca, Edwirges e Maria do Céu, todos já falecidos e do segundo matrimônio com Luiza Cunha deixou 4 filhos: José e Sebastiana, (falecidos), Maria de Lourdes e Isaurina, (vivas). De outro relacionamento teve outra filha muito conhecida na cidade e região pelos excelentes serviços prestados a educação, chamada de Vera Lúcia Souza Sena. No dia 01/01/1939, o Distrito de Equador passava a condição de vila e aos 51 anos o Sr. Jacob recebeu a missão de ser subprefeito, mas não existem registros de quanto tempo passou no cargo. Segundo relatos, exerceu também a função de delegado. Seu falecimento se deu no dia 12...

FAUNA DA CIDADE DE EQUADOR

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     A fauna da nossa região é composta de diversos animais silvestres de pequeno porte como mamíferos, aves, répteis, anfíbios, entre outros e são de suma importância na disseminação de sementes e no equilíbrio ambiental da caatinga. Muitos animais são caçados e reduziram drasticamente sua população e outros sofreram muito com a secas prologadas, migrando para outros locais onde tem mais água e alimentos.     Entre os animais que compõem a nossa fauna, podemos citar os nomes populares dos mais conhecidos: Mamíferos - Preá, Mocó, Gato Maracajá, Raposa, Ticaca, gato sussuarana, Guaxinim, Timbu, Furão, Tamanduá, Tatupeba, Rato do Mato, Punaré, Sagui. Aves- Concriz, Xexéu de bananeira, Craúna, Rolinha, Gaturão, Ave de arribaçã, Juriti, Asa Branca, Acauã, Carcará, Mãe da Lua, Corujas, Codorniz, Lambu, Periquito, Papagaio, Seriema, Jacu, Azulão, Golado, Canário, Sibite, Bem-te-vi, Anum preto e branco, Sanhaçu, Urubu, Gavião, entre outros. Répte...