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MULHERES QUE FIZERAM HISTÓRIA: ISAURA BALDUÍNO GUEDES

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Isaura Balduíno Guedes nasceu em 27 de janeiro de 1919, na cidade de Equador, Rio Grande do Norte. Filha de Evaristo da Costa Brito e Leonízia Leopoldina Guedes, construiu uma trajetória marcada pela simplicidade, pelo compromisso social e pela dedicação à educação. Com formação correspondente ao antigo curso primário completo, iniciou sua missão como educadora na zona rural, exercendo o cargo de professora pela Prefeitura Municipal de Junco do Seridó, na Paraíba, à época distrito de Santa Luzia. Mesmo com formação básica, destacou-se pela competência, responsabilidade e amor ao ensino. Em 1949, teve a iniciativa de instalar uma escola em sua própria residência, na zona rural de Junco do Seridó, onde lecionou para cerca de 50 alunos durante um ano, sem receber qualquer remuneração. Seu gesto revelou não apenas vocação, mas profundo compromisso com a alfabetização e o desenvolvimento da comunidade. Atuou também como professora do MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), sendo rec...

MULHERES QUE FIZERAM HISTÓRIA: LEONÍZIA DE BRITO GOMES

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  Leonízia de Brito Gomes nasceu em 20 de fevereiro de 1950, no Sítio Carneira, município de Junco do Seridó, na Paraíba. Filha de Homero Balduíno e Isaura Balduíno Guedes, construiu sua história pautada na fé, na dedicação à família e, sobretudo, no compromisso com a educação. Foi alfabetizada em casa por sua mãe, iniciando desde cedo uma relação profunda com o saber. Aos 10 anos de idade, tornou-se interna no colégio das freiras, em Santa Luzia/PB, onde se destacou no exame de admissão, conquistando uma bolsa de estudos que lhe permitiu concluir integralmente o Ensino Fundamental. Sua trajetória estudantil foi marcada pelo esforço, disciplina e excelência. Aos 18 anos, casou-se com Eduardo Gomes, com quem teve três filhos: Evaldo, Elisângela e Eduardo Júnior, formando uma família alicerçada em valores de respeito, responsabilidade e amor. Graduou-se em Pedagogia pela Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande, e especializou-se em Psicopedagogia e Gestão Administrativa E...

MULHERES QUE FIZERAM HISTÓRIA: BIOGRAFIA DE MARIA DO SOCORRO AZEVEDO SILVA

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  Biografia – Maria do Socorro Azevedo Silva Maria do Socorro Azevedo Silva nasceu em 5 de dezembro de 1956, na comunidade Chã, zona rural do município de Equador, Rio Grande do Norte. Filha de José Azevedo da Cunha e Helena Maria da Cunha, viveu na comunidade até os 13 anos de idade, período em que cursou até a 3ª série na escola municipal local. Na década de 1970, mudou-se para a cidade de Equador para dar continuidade aos estudos na Escola Estadual Professora Isabel Ferreira . A caminhada foi marcada por muitos desafios: enfrentou longas viagens em caminhão por estradas de barro até Parelhas e, posteriormente, deslocamentos até Campina Grande em camionete coberta de lona. Apesar das dificuldades, sempre acreditou no poder transformador da educação, convicção que orientou toda a sua trajetória. Formação Acadêmica Graduou-se em Pedagogia com habilitação em Supervisão Escolar pela Universidade Estadual da Paraíba , em 1987. Em 2006, concluiu especialização em Educação Infantil, Ed...

MULHERES QUE FIZERAM HISTÓRIA: BIOGRAFIA DA PROFESSORA MARIA DA LUZ CAVALCANTE- baseado no texto de Edison Martins Cavalcante

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  Maria da Luz Cavalcante nasceu em 2 de fevereiro de 1942, no Sítio Várzea, município de Junco do Seridó, na Paraíba, e faleceu em 6 de setembro de 2004. Iniciou seus estudos no antigo curso primário, tendo como primeira professora sua própria mãe. Concluiu essa etapa escolar na cidade de Jardim do Seridó/RN, demonstrando desde cedo dedicação e apreço pela educação. Em 1960, foi contratada como professora da Escola Reunida Professora Isabel Ferreira. Em 1965, foi desligada da função, mas, determinada a seguir na carreira docente, concluiu o curso de aperfeiçoamento profissional e, em 1966, foi readmitida como funcionária do Estado do Rio Grande do Norte. Sempre comprometida com sua formação, ampliou seus estudos por meio de curso a distância via rádio e concluiu o Magistério na cidade de Parelhas/RN, fortalecendo ainda mais sua prática pedagógica. Durante muitos anos, atuou como professora da 1ª série do Ensino Fundamental, destacando-se como uma excelente alfabetizadora — missão ...

Equador, terra de promessa.

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🎵 “Equador, Terra de Promessa” (Versão revisada – xote nordestino) [Estrofe 1] No silêncio das serras nasceu um sonho sem fim, Promessa de Simão Gomes fez brotar tudo ali. Entre o verde do Juazeiro das Almas a brilhar, Equador abriu seus caminhos, começou a se formar. [Estrofe 2] Foi Periquito primeiro, povoado e distrito a crescer, Depois o nome mudou, Equador ia florescer. Da poeira do sertão nasceu força e tradição, O caulim no peito da terra é riqueza do chão. [Refrão] Equador, minha terra amada, Do padroeiro São Sebastião, Tua fé levanta o povo, Teu destino é devoção. Serras guardam tua história, Ventos cantam teu valor, Equador, canto bendito, Meu orgulho, meu amor. [Estrofe 3] José Marcelino fez história, primeiro eleito a chegar, Liderou com esperança o que o povo quis sonhar. E no ritmo da vida, o trabalho fez crescer, Cada rua, cada rosto guarda o jeito de viver. [Ponte] Quando a lua encosta mansa no silêncio do sertão, O Juazeiro das Almas brilha...

A história do município de Equador/RN

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O MITO DE MARTIM BOI E SUA FAMÍLIA

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            Neste projeto de resgate das memórias, é impossível não recordar Martim Boi e sua família. Mas quem era ele? Por que nunca permanecia em um só lugar? O que carregava na misteriosa "trouxa" que equilibrava na cabeça? O que teria acontecido para que ficasse daquele jeito? E por que temia tanto ser fotografado? Perguntas enigmáticas, cujas respostas, se existem, provavelmente nunca serão completamente conhecidas.      Lembro-me nitidamente da casa de sua família, localizada próximo à Rua do Cemitério. Sempre senti um misto de receio e curiosidade em relação a Chiquinha, Craúna e Chico Boi, mas, por outro lado, tinha um certo apreço pelo jeito mais amável de Inês.      Martim Boi vagava pela caatinga, como se pertencesse mais à paisagem árida do sertão do que a qualquer lar fixo. No chão de terra seca, desenhava aviões na areia, cantarolava melodias, tocava um vialejo ou uma gaita e imitava sanfoneiros. Quando ch...