O MITO DE MARTIM BOI E SUA FAMÍLIA

     


    Neste projeto de resgate das memórias, é impossível não recordar Martim Boi e sua família. Mas quem era ele? Por que nunca permanecia em um só lugar? O que carregava na misteriosa "trouxa" que equilibrava na cabeça? O que teria acontecido para que ficasse daquele jeito? E por que temia tanto ser fotografado? Perguntas enigmáticas, cujas respostas, se existem, provavelmente nunca serão completamente conhecidas.

    Lembro-me nitidamente da casa de sua família, localizada próximo à Rua do Cemitério. Sempre senti um misto de receio e curiosidade em relação a Chiquinha, Craúna e Chico Boi, mas, por outro lado, tinha um certo apreço pelo jeito mais amável de Inês.

    Martim Boi vagava pela caatinga, como se pertencesse mais à paisagem árida do sertão do que a qualquer lar fixo. No chão de terra seca, desenhava aviões na areia, cantarolava melodias, tocava um vialejo ou uma gaita e imitava sanfoneiros. Quando chegava à cidade, bastava-lhe um pedaço de pão doce e um copo de água gelada.

    Segundo relatos, sua família, conhecida como "família Boi", apresentava certas condições peculiares, possivelmente em razão do grau de parentesco entre seus pais.

    Martim Boi faleceu solitário, às margens de um açude. Ninguém sabe ao certo se foi vítima da picada de uma cobra ou de um mal súbito. Seu fim, assim como sua vida, permaneceu envolto em mistério, alimentando ainda mais o mito em torno de sua figura.


ACIDENTE GRAVE NA SERRA DOS QUINTOS EM 1950

 Uma fotografia que exibe seis corpos carbonizados sempre despertou minha curiosidade sobre o que realmente aconteceu naquela tragédia. O relato de uma testemunha ocular ajuda a esclarecer os fatos.

No ano de 1950, um caminhão vindo da cidade de Rio Formoso-PE seguia em direção a Mossoró-RN, transportando uma carga de latas de gasolina. A viagem transcorria sem incidentes até a chegada à temida Serra dos Quintos, que, naquela época, ainda não era asfaltada. A estrada, extremamente íngreme e perigosa, fez com que o veículo perdesse os freios e tombasse, resultando em um dos acidentes mais trágicos da região.

O impacto foi devastador. Com o tombamento, a carga inflamável entrou em combustão imediata, provocando um incêndio de grandes proporções. Seis ocupantes do caminhão foram carbonizados no local, enquanto um sétimo passageiro, embora gravemente ferido, conseguiu sobreviver temporariamente. Ele foi socorrido e levado para a cidade de Parelhas, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos.

Segundo relatos da época, as chamas eram tão intensas que podiam ser vistas de cidades vizinhas. Décadas depois, um pesquisador, utilizando um detector de metais, encontrou restos das latas de gasolina que faziam parte do carregamento, trazendo à tona vestígios dessa triste história.

Contribuições e fotos: Mailson Viana e texto de Edivanaldo Dantas com correção da IA.





MERCADO PÚBLICO DE EQUADOR: O ANTIGO PONTO DE ENCONTRO DA JUVENTUDE.

     O Mercado Público sempre foi um espaço essencial para o comércio local, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento da feira livre. No entanto, além de sua função comercial, ele também foi, durante décadas, o principal ponto de encontro da juventude equadorense.

    Minha mãe sempre recorda com nostalgia os tempos em que, ainda jovem, costumava circular pelo mercado, trocando recadinhos do coração, ouvindo músicas transmitidas pela difusora e interagindo com os demais jovens da cidade. O local fervilhava de vida, especialmente nos finais de semana, quando se tornava palco de encontros, paqueras e amizades.

    Com a chegada da televisão, uma grande TV foi instalada em uma estante alta, atraindo multidões que disputavam um lugar para assistir às poucas transmissões disponíveis na época. Lembro-me bem do incômodo no pescoço ao tentar acompanhar os programas e filmes exibidos. Além disso, o Mercado também era cenário de grandes festas e eventos, tornando-se um verdadeiro centro cultural e de lazer para a população.

    Com o passar do tempo, outros espaços começaram a surgir, como a famosa "Toca do Viana", a Casa de Som Elite e diversos bares, mantendo acesa a tradição do Mercado como ponto de encontro da juventude. Era ali que os jovens se reuniam para namorar, passear e viver os encontros e desencontros típicos da adolescência.

    Embora eu não tenha vivido a construção do Mercado Público, recordo-me que, durante o governo de Zenon, o espaço passou por uma grande reforma. No entanto, sua decadência como ponto de encontro começou a se desenhar com a inauguração da Praça Ageu de Castro, em 1977, durante o governo de Chico Fumeiro. O novo espaço, mais moderno, aconchegante e bem estruturado, passou a atrair cada vez mais pessoas, tornando-se o novo centro de convivência da cidade.

    Antes da atual estrutura de quiosques, o Mercado Público de Equador-RN era um local aberto, sem divisões, onde as pessoas se reuniam não apenas para fazer compras, mas também para socializar e desfrutar das poucas opções de entretenimento disponíveis. Em uma época em que poucos tinham acesso à televisão, o Mercado era um ponto de encontro diário, proporcionando momentos de lazer e interação comunitária que marcaram gerações.

    Com o tempo, os hábitos mudaram, novos espaços foram criados, e o Mercado Público perdeu sua centralidade como ponto de encontro da juventude. No entanto, suas lembranças permanecem vivas na memória daqueles que testemunharam seus tempos áureos, quando o coração da cidade batia ali, entre conversas animadas, músicas e olhares apaixonados.

Texto: Edivanaldo Dantas da Costa

Correção e aprimoramento: Chatgpt






ORIGEM E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO DE EQUADOR-RN(VERSÃO DOCUMENTADA) POR : Edivanaldo Dantas da Costa

 

No ano de 1856, o Rio Grande do Norte enfrentou sua primeira grande epidemia de cólera, uma doença devastadora que ceifou aproximadamente 2.563 vidas. Em meio ao cenário de medo e incerteza, um agricultor e fazendeiro chamado Simão Gomes, profundamente impactado pelas notícias veiculadas pelos meios de comunicação da época, fez uma promessa a São Sebastião, santo tradicionalmente invocado como protetor contra a peste, a fome e a guerra. Em sua oração, comprometeu-se a erguer uma capela em honra ao santo, caso sua família fosse poupada da terrível enfermidade.

Cumprindo sua promessa, Simão Gomes iniciou a construção da capela com o apoio de diversos proprietários de terras da região, que contribuíram com doações para viabilizar a obra. Esse gesto de fé e solidariedade não apenas fortaleceu a devoção a São Sebastião na localidade, mas também impulsionou o crescimento do povoado ao redor da capela. Segundo relatos orais, a localidade teria sido inicialmente chamada de "Povoado São Sebastião", porém essa denominação não se consolidou e não há registros oficiais que confirmem seu uso. Assim, a construção da capela não apenas marcou a paisagem local, mas também desempenhou um papel fundamental no processo de formação e desenvolvimento da comunidade que ali se estabeleceu. A existência de Simão Gomes é apenas comprovada em um documento (em anexo) que mostra a venda de uma parte de terras do Sítio Periquito de um suposto descendente de Simão Gomes a outro da mesma família.

Com o passar do tempo, ao redor da capela edificada por Simão Gomes, formou-se um pequeno povoado, que passou a ser conhecido como povoado ou povoação do Periquito. O nome tem origem em um sítio da região onde havia grande abundância do pássaro popularmente chamado de periquito-maracanã. O Sítio Periquito pertenceu a descendentes de Simão Gomes e depois a família de José Pedro de Maria, que se tornaria um dos principais articuladores locais, primeiro suplente de subdelegado e importante fazendeiro da época. Desde os primeiros registros históricos encontrados recentemente, o povoado já era identificado por essa denominação e pertencia ao município de Jardim do Seridó.

Em 20 de março de 1917, por meio da Lei nº 34, o município de Jardim do Seridó passou por uma reorganização administrativa, sendo dividido em quatro distritos, dentre os quais se criou o Distrito de Periquito. Esse novo distrito abrangia a população residente a oeste e ao sul do Rio Seridó e do Riacho Salgado. Ainda no mesmo ano, a intendência municipal de Jardim do Seridó determinou a alteração do nome do distrito para Equador.

Posteriormente, com a criação do município de Parelhas, por meio da Lei nº 630, de 8 de novembro de 1926, o Distrito de Periquito passou a ser denominado Povoado do Equador, sendo incorporado à nova divisão municipal. Mais tarde, o Decreto-Lei Estadual nº 603, de 31 de outubro de 1938, oficializou a criação do Distrito de Equador, mantendo-o como parte do município de Parelhas.

A origem do nome "Equador" tem diferentes explicações. Segundo a geógrafa Maria Zélia Batista Guedes, a denominação deriva da palavra "equação", fazendo referência à relação das águas do município com o estado da Paraíba, que atravessa seu território. Outra versão, relatada pelo ex-senador potiguar Doutor Ulisses Bezerra (in memoriam), sugere que a escolha do nome se deu devido à semelhança entre a designação do Sítio Quintos e a capital do Equador, país sul-americano.

O processo de criação do município de Equador contou com a atuação decisiva de três importantes figuras. O vereador José Batista de Oliveira foi responsável por apresentar um requerimento na Câmara Municipal de Parelhas, enquanto José Marcelino de Oliveira desempenhou um papel fundamental tanto no âmbito local quanto estadual. No contexto legislativo estadual, destacou-se o deputado Dr. Ulisses Bezerra Potiguar, autor do projeto que viabilizou a emancipação do município.

Finalmente, em 11 de maio de 1962, a Lei nº 2.799, sancionada pelo governador Aluízio Alves, oficializou a criação do município de Equador, desmembrando-o de Parelhas e estabelecendo sua sede na então vila de mesmo nome. Posteriormente, a Lei Ordinária nº 2.827, de 1º de janeiro de 1963, ratificou a legislação anterior, reforçando a emancipação municipal.

A independência política de Equador foi oficialmente concretizada em 17 de março de 1963, marcando o início de sua trajetória como unidade autônoma no estado do Rio Grande do Norte. Desde então, o município vem consolidando sua identidade política, econômica e cultural, tornando-se uma referência na região do Seridó potiguar.

 

Edivanaldo Dantas da Costa

Fontes:

https://tribunadonorte.com.br/tn-familia/de-uma-epidemia-de-colera-nasce-o-primeiro-hospital-em-natal/ Acesso 02/fev/2025

GUEDES, Maria Zélia Batista. “Aspectos Gerais do Município de Equador -RN.” Equador: 1981. 

FATOS DO RN : Lei nº 630, de 08/11/1926: Criação do município de Parelhas. Acesso 02/fev/2025

CASCUDO, Luís da Câmara. Nomes da terra: história, geografia e toponímia do Rio Grande do Norte. Natal: Fundação José Augusto, 1968. p. 179.

https://geoftp.ibge.gov.br/cartas_e_mapas/mapas_para_fins_de_levantamentos_estatisticos/censo_demografico_2010/mapas_municipais_estatisticos/rn/equador_v2.pdf. Acesso em 02/fev/2025

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Biblioteca IBGE. Rio de Janeiro: IBGE, 2025. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=34606&view=detalhes.Acesso em: 02 fev. 2025.

ANEXOS

    









LENDA DE EQUADOR: A BOTIJA DA BARAÚNA

 Uma botija é um utensílio ou jarro de cerâmica ou barro que era utilizado para guardar objetos, especialmente joias, dinheiro e outros itens de valor. Antigamente, as pessoas, temendo os cangaceiros que rondavam a região, tinham o costume de esconder seus bens mais preciosos em moringas, potes e outros recipientes. Esses objetos eram cuidadosamente escondidos em paredes, quintais, muros ou perto de plantas, para que pudessem ser facilmente localizados posteriormente. Muitos, no entanto, faleciam sem usufruir dessa riqueza, permanecendo espiritualmente ligados a esses tesouros.


Um senhor da nossa cidade teve um sonho com uma dessas "almas penadas". No sonho, a alma pedia para que ele fosse sozinho até uma baraúna e desenterrasse uma botija que estava enterrada naquele exato local, libertando-a assim do terrível castigo divino. Ainda no sonho, a alma alertou que ele deveria ir sozinho e que enfrentaria forças sobrenaturais, mas que deveria ignorá-las.


O homem destemido seguiu as instruções. Foi ao local indicado e começou a escavar. Apesar das intervenções do além, ele encontrou todas as relíquias que estavam escondidas. Não se sabe ao certo o que foi feito com todo o tesouro encontrado, mas alguns amigos viram moedas de ouro maciço em posse desse cidadão, que rapidamente comprou terras, gado e outros bens.


Como tudo na vida tem um custo, esse senhor, cujo nome vamos omitir, perdeu a esposa, a família e até pessoas próximas faleceram em acidentes inexplicáveis. Se tudo isso foi obra do destino, não saberemos, mas comentam que toda botija vem com uma maldição.


LENDA RURAL DE EQUADOR-RN- O CÃO DA FAVELA E A GUERRA DAS VAZANTES.


Em uma época remota na comunidade rural de Favela, no município de Equador-RN, vivia uma criatura mística, demoníaca e travessa, cuja missão era infernizar a vida dos moradores, criando contendas e ódio que alimentavam sua natureza maléfica. Nos períodos de longa estiagem, a luta dos agricultores pela sobrevivência intensificava-se, e cada pequeno terreno úmido, onde fosse possível plantar, era naturalmente disputado e protegido, como era o caso das vazantes.

No sítio, habitava uma senhora muito devota chamada Rosa, que vivia em intensa oração. Constantemente, ela recebia a visita do cão da favela, que a infernizava, narrando todas as maldades cometidas. Rosa repreendia e até mesmo exorcizava o ser. Em uma noite de seca extrema, o cão revelou que faria os agricultores, seu João e seu José, brigarem por causa de um barramento de açude.

Na manhã seguinte, o cão colocou seu plano em prática. Durante a noite, foi à várzea, pisoteou todas as plantações do senhor José e incutiu em sua mente que seu vizinho João era o responsável. Ao amanhecer, José confrontou o inocente João, sem compreender o que estava acontecendo. O ser corria até Rosa, dizendo que a briga estava prestes a acontecer, mas ela, sempre em oração, não dava atenção.

O roçado de seu José, repleto de melancias, tornou-se alvo do cão novamente. Ele bateu nas melancias, fazendo barulho ouvido a dois quilômetros de distância, insinuando que alguém estava roubando as frutas. Quanto mais irritados ficavam, mais o cão sorria, se divertindo com a contenda. Ele tentava incessantemente provocar uma briga séria entre os dois, buscando as últimas consequências.

A contenda evoluiu, resultando em uma séria discussão entre João e José, deixando-os intrigados para sempre. No entanto, graças às orações de dona Rosa, o caso não teve consequências mais graves. Feliz por ter realizado mais uma maldade, o cão da favela saiu dando várias gargalhadas em pleno sol escaldante no meio da caatinga.

 


A PRIMEIRA PRAÇA DE EQUADOR






Durante o primeiro mandato do prefeito Francisco Sabino de Oliveira, foi erguida a que viria a ser a primeira e mais significativa praça de Equador. Este local emblemático de nossa cidade recebeu o nome de Ageu de Castro, que foi prefeito nomeado de Parelhas por volta de 1930 e exercia forte influência na região. A inauguração ocorreu em 1977, com a presença de autoridades, famílias e do filho do homenageado, o senhor Alexandrino Castro, mais conhecido como Xandinho. A praça era inteiramente arborizada, com o busto de Ageu de Castro no centro, o qual infelizmente foi alvo de vandalismo posteriormente. Após diversas reformas, o espaço agora abriga a praça de eventos Zequinha Sanfoneiro.

 

Contribuições de Zenon Sabino de Oliveira

ORIGEM E EVOLUÇÃO DO NOME DA NOSSA CIDADE.

 





A história do nome da nossa cidade, Equador-RN, é tão rica e diversa quanto suas paisagens. De acordo com a renomada geógrafa Maria Zélia Batista Guedes, ao longo de sua trajetória, a cidade carrega três denominações distintas. Inicialmente, foi batizada como povoado de São Sebastião, em virtude da promessa feita por Simão Gomes da Silva em honra ao santo padroeiro. Posteriormente, tornou-se conhecida como Distrito de Periquito, devido à profusão dessas aves que ecoavam suas vozes de uma serra a outra, preenchendo o ambiente com sua algazarra característica. No entanto, a transição para o nome Equador trouxe consigo uma nova camada de significado. Esta designação, uma derivação da palavra "equação", remete à relação das águas do município com a Paraíba, que atravessa suas terras. Essa associação simbólica com a água e seus movimentos naturais contribui para a identidade única da cidade. Apesar dessas explicações consolidadas ao longo do tempo, há outras versões documentadas e transmitidas oralmente que adicionam nuances intrigantes à narrativa. A Lei nº 34 de 20 de março de 1917, por exemplo, cria o Distrito de Periquito sem mencionar as razões por trás do nome ou as denominações anteriores, deixando espaço para especulações e interpretações. Posteriormente e antes de se tornar cidade, o nome do Distrito Periquito mudou para Distrito Equador conforme cita a lei nº 2.799. Além disso, o ex-senador Parelhense Dr. Ulisses Bezerra Potiguar (in memorian) oferece uma perspectiva diferente, sugerindo que o nome Equador foi inspirado no país homônimo devido à semelhança entre o final do nome "Periquito" e o nome da capital equatoriana e também ao sítio Quintos, onde morou José Marcelino e sua esposa Marina Bezerra. A lei que criou a cidade de Equador foi n° 2.799 de 11.05.1962, mas não menciona a origem do nome. Em 17 de março de 1963, a cidade foi emancipada. A cidade foi instalada como município a 17/03/1963. Essa fusão de influências locais e internacionais adiciona camadas adicionais à fascinante história do nome de Equador-RN, revelando as complexidades e os mistérios de sua identidade.

LEI 2799 DE 11/05/1962 CRIA O MUNICÍPIO DE EQUADOR

 No dia 11/05 de 1962 é criada e sancionada a lei 2799 que cria o município de Equador pelo goverandor Aluizio Alves. Esta lei delimita os limites da nosso município e define que a sede seria a vila de Equador.

Veja a cópia da lei:



BIOGRAFIA DE JACOB ALVES DE AZEVEDO


JACOB ALVES DE AZEVEDO, brasileiro, agricultor e pecuarista, nascido no dia 15 de fevereiro de 1888 no sítio Boa Vista, município de Jardim do Seridó-RN, filho de Justino Alves da Costa e Maria Claudina de Jesus Oliveira, sendo seus 12 filhos do primeiro matrimônio com dona Severina Ramos de Oliveira: Arnaldo, Arnaud, Justino, Josias, Sebastião, Mário, Gabriel, Jacob Filho, Maria, Francisca, Edwirges e Maria do Céu, todos já falecidos e do segundo matrimônio com Luiza Cunha deixou 4 filhos: José e Sebastiana, (falecidos), Maria de Lourdes e Isaurina, (vivas). De outro relacionamento teve outra filha muito conhecida na cidade e região pelos excelentes serviços prestados a educação, chamada de Vera Lúcia Souza Sena. No dia 01/01/1939, o Distrito de Equador passava a condição de vila e aos 51 anos o Sr. Jacob recebeu a missão de ser subprefeito, mas não existem registros de quanto tempo passou no cargo. Segundo relatos, exerceu também a função de delegado. Seu falecimento se deu no dia 12 de outubro de 1975, aos 87 anos, em João Pessoa-PB.

Atualmente é homenageado com o nome de uma rua em Equador e o nome de uma escola na comunidade Jacu, mas que está desativada.

Texto baseado nos relatos e pesquisa de: Júnior Santos

FAUNA DA CIDADE DE EQUADOR


    A fauna da nossa região é composta de diversos animais silvestres de pequeno porte como mamíferos, aves, répteis, anfíbios, entre outros e são de suma importância na disseminação de sementes e no equilíbrio ambiental da caatinga. Muitos animais são caçados e reduziram drasticamente sua população e outros sofreram muito com a secas prologadas, migrando para outros locais onde tem mais água e alimentos.

    Entre os animais que compõem a nossa fauna, podemos citar os nomes populares dos mais conhecidos:

Mamíferos - Preá, Mocó, Gato Maracajá, Raposa, Ticaca, gato sussuarana, Guaxinim, Timbu, Furão, Tamanduá, Tatupeba, Rato do Mato, Punaré, Sagui.

Aves- Concriz, Xexéu de bananeira, Craúna, Rolinha, Gaturão, Ave de arribaçã, Juriti, Asa Branca, Acauã, Carcará, Mãe da Lua, Corujas, Codorniz, Lambu, Periquito, Papagaio, Seriema, Jacu, Azulão, Golado, Canário, Sibite, Bem-te-vi, Anum preto e branco, Sanhaçu, Urubu, Gavião, entre outros.

Répteis- Cascavel, Jararaca, Salamanta, Surucucu, Cobra de cipó, Caninana, Cobra Coral, Cobra de duas cabeças, Cobra de leite, Cágado, Lagartixa, Calango, Teju ou Tejuaçu, etc.

Insetos- Abelhas italiana, Jandaíra, jati, Tubiba e Arapuá, Borboletas, Joaninhas, Lagartas, vespas, Marimbondos, Mosquitos, Esperança, Mané Mago, entre outros

Anfíbios- Sapo, Rã, Perereca, Gia, Salamandras, etc.

Aracnídeos-aranhas, Aranha caranguejeira, etc.

    As espécies da Caatinga somam mais de 4.230. A biodiversidade da Caatinga, no entanto, é a menos conhecida no um mundo. Levantamentos sobre a fauna do domínio da Caatinga revelam a existência de 41 espécies de lagartos, 7 espécies de anfibenídeos (espécies de lagartos sem pés), 45 espécies de serpentes, 4 de quelônios, uma de Crocodylia, 44 anfíbios anuros e uma de Gymnophiona.

 

Fontes:

CAATINGA - FLORA E FAUNA DO BIOMA CAATINGA - Klima Naturali™

acesso em 26/03/2023

SOS Caatinga - Animais morrendo de fome e sede | (oasisnosertao.org.br)

Acesso em 26/03/2023



BIOGRAFIA DE ZENON SABINO DE OLIVEIRA



ZENON SABINO DE OLIVEIRA, nascido em 05 de abril de 1961, filho de Francisco Sabino de Oliveira e Severina Batista de Oliveira, sendo seus filhos Zenon Sabino de Oliveira Filho, Francisco Sabino de Oliveira Neto e Caio César Ferreira de Oliveira, fez o curso técnico em Mineração e Geologia, na antiga Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte, atuado na empresa Companhia de Desenvolvimento e Pesquisa Mineral do Rio Grande do Norte – CDM/RN, lecionou nas escolas Professora Isabel Ferreira e Cenecista na cidade de Equador-RN, concluiu o Curso de Licenciatura Plena em Geografia pela Universidade Estadual da Paraíba, lecionou na Secretaria de Educação do Ex-Território Federal de Roraima, ingressou no serviço público no ano de 1990, na Universidade Federal de Roraima, tendo recebido inclusive, o título de fundador dessa instituição e de ter sido o primeiro professor a ministrar uma aula em suas dependências. Prosseguindo na sua vida acadêmica, concluiu o Curso de Mestrado em Geografia Regional na área de ecossistemas e impactos ambientais, na Universidade Federal de Pernambuco, posteriormente sendo transferido para a Universidade Federal da Paraíba e Universidade Federal de Campina Grande. Atualmente, dando prosseguimento a sua vida acadêmica e profissional, está concluindo mais uma pós-graduação cursando Doutorado em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais, no Centro de Tecnologia em Recursos Naturais da UFCG.

Foi o primeiro presidente do clube CESE de 1984 a 1986 e exerceu dois mandatos eletivos, sendo um de vice-prefeito na administração 1997 a 2004 e prefeito de 2005 a 2008. Entre as suas obras e realizações podemos destacar:

-Ginásio de Esportes do Bairro Bela Vista;

-Portal da entrada no Bairro Alto da Bela Vista;

-Calçamento de rua no Bairro Alto da Bela Vista;

-Calçamento da Rua do Cemitério;

-Calçamento da Rua do Estado;

-Calçamento da rua da saída para o Jacú (entre os mercadinhos de Gil e Anchieta);

- Quadra de esportes dos Quintos;

-Reformas do posto de saúde e escola dos Quintos;

-Reforma do Posto de Saúde da Comunidade Jacú;

-Pavimentação da Ladeira dos Oitis;

-Calçamento da Rua Mariano Alves;

-Calçamento da Rua Nicolau Bezerra;

-Calçamento da Rua Malaquias da Silva;

-Construção o Complexo Poliesportivo o Binão;

-Reforma do Clube CESE e construção de pracinha em frente;

-Pavimentação da Rua Luiz Augusto;

-Instalação de um posto médico no Bairro Alto do Juazeiro;

-Reforma e recuperação do Estádio Padre Galvão;

-Praça do Bairro Alto do Juazeiro (Cohab);

-Reforma da Praça Ageu de Castro;

-Bancos e mesas em canteiros na Rua 31 de Março;

-Reforma e construções de quiosques no mercado público;

-Calçadão com quiosque na Rua do Mercado;

-Perfurações e recuperações de diversos poços nas comunidades rurais;

-Construções de passagens molhadas no Jacu, Malhada Grande e Pitombeira;

-Recuperação e limpeza do aterro sanitário da cidade;

-Construções de casas populares no Bairro Alto do Juazeiro (Cohab);

-Reforma e ampliação da Escola Municipal Presidente Costa e Silva;

-Reforma e Construção de biblioteca na Escola Municipal Jessé Freire;

-Construção de Laboratório de Informática;

-Aquisição de transporte escolar;

-Fomos ganhador e contemplado com um veículo através do Selo Unicef;

-Deixou 100 mil reais para o sucessor aplicar em melhorias sanitárias.

-Duas emendas de 40 mil reais cada uma, que seria para construção de uma quadra na Comunidade Pau dos Ferros e Outra no Jacú, foram transformadas no muro do Binão pelo meu sucessor.

Fonte do texto e fotos: Zenon Sabino de Oliveira

Confira seu currículo lates:Currículo do Sistema de Currículos Lattes (Zenon Sabino de Oliveira) (cnpq.br)

BIOGRAFIA DE FRANCISCO SABINO DE OLIVEIRA (CHICO FUMEIRO)

FRANCISCO SABINO DE OLIVEIRA, natural de Taperoá-PB, onde nasceu no dia 06 de maio de 1927. Filho do casal: Jesuíno José de Mendonça e Rita Maria da Conceição. Estudou até a 4.ª série e veio morar em Equador, dedicando-se à agricultura e ao comércio, ficando popularmente conhecido por Chico Fumeiro devido à grande venda do fumo de Arapiraca no município e cidades circunvizinhas. Casou-se em 1956 com a Sra. Severina Batista de Oliveira, onde constituiu uma prole de 12 filhos. Com seu grande ciclo de amizades formado no município e região, logo cedo ingressou na vida política de Equador, tornando-se homem público. Elegeu-se duas vezes vereador (1963 e 1968), duas vezes vice-prefeito (1972 e 2000) e duas vezes prefeito em 1976 e 1988.

 

Fonte: BEZERRA, Vanildo Fernandes, Origem e evolução do município de Equador, 2003.

Fotos: Facebook de Erasmo Sabino e Berg Braz.











 

BIOGRAFIA DE JOÃO ANTÔNIO DE OLIVEIRA-2º PREFEITO ELEITO DE EQUADOR-RN




JOÃO ANTÔNIO DE OLIVEIRA, conhecido como “JOÃO INÁCIO”, nasceu no dia 06 de abril de 1918 e era natural da cidade de Santa Luzia/PB. Filho do casal: Inácio Antônio de Oliveira e Maria Romana de Oliveira.
Casou-se pela primeira vez com a senhora Ceci Brito de Oliveira e em Equador foi dono do cartório e tabelião por 22 anos.
No ano de 1968 foi o segundo prefeito eleito pelo voto popular, tomando posse em 31 de janeiro de 1969 para exercer seu mandato até o ano de 1973. Não consta nos arquivos nenhuma outra participação na política do município.

Fonte:Origem e evolução do município de Equador, 2003- escrito por Vanildo Fernandes Bezerra.
Foto: Facebook de Berg Braz ( melhorada e colorizada em aplicativo)


BIOGRAFIA DE FRANCISCO GRANGEIRO DINIZ



FRANCISCO GRANGEIRO DINIZ, brasileiro, natural da cidade de Equador-RN, nasceu em 4 de março de 1940, Filho de Severino Grangeiro Diniz (Agropecuarista) e Rosalina Benigna Diniz (Do lar); seguiu a profissão do seu pai, tendo estudado até a 4.ª série do ensino fundamental ou primário. Em 1950 mudou-se para a cidade de Serra Branca-PB com seus pais e irmãos, retornando em 1958 a fixar residência em Equador-RN. No ano de 1960 casou com a Professora Ana Pascal Diniz e entra na vida pública em 1963, sendo escolhido para o seu primeiro mandato eletivo de Vereador. Em 1976 é eleito Vice-Prefeito, em seguida no ano de 1982 é eleito o primeiro Equadorense a Governar o Município. Seu segundo mandato de prefeito aconteceu de 1993 a 1996. Nos anos de 2008 foi eleito Vereador e reeleito em 2012, encerrando assim seu ciclo de mandatos eletivos. Sempre envolvido na vida pública, elegeu sua Esposa Vereadora em 2000, e nas últimas eleições municipais de 2020, deu grande contribuição política para eleger seu Neto ao cargo de Vereador. É um dos políticos do município que esteve presente desde a emancipação política e que mais exerceu mandatos eletivos num total de 06(Seis).

Fonte: Dr. Francinaldo Grangeiro Diniz (texto e foto 1)

Foto 2-Facebook de Zenon Sabino.
 

BIOGRAFIA DE DR. VANILDO FERNANDES BEZERRA.


VANILDO FERNANDES BEZERRA, natural de Santa Luzia, Paraíba, filho de Aurino Augusto Bezerra (agricultor) e Maria Mariêta Fernandes Bezerra (do lar), médico, formado na cidade de João Pessoa-PB pela UFPB-Universidade Federal da Paraíba no dia 31 de junho de 1980. Em Equador, nos dias 21 de julho de 1980, realizou suas primeiras cirurgias, NA UNIDADE INFANTIL MATERNO INTEGRADA DE EQUADOR. Depois de formado, foi médico perito credenciado pelo INSS, no período de 1982 à 1992: exerceu por 6 anos a função de médico plantonista na cidade de São Mamede-PB. Prestou serviços também como médico nas cidades de São José do Sabugí-PB, Santana do Seridó-RN e durante muitos anos manteve vínculo empregatício na Secretaria de saúde do estado da Paraíba, sendo lotado no hospital e maternidade Sinhá Carneiro de Santa Luzia-PB, desde 1982. No Rio Grande do Norte possuía também vínculo empregatício na secretaria de Saúde e lotado no hospital de Equador, onde exerceu a função de diretor no período de 01/03/1989 à 01/03/1995. Em 1997 assumiu seu primeiro mandato de prefeito da cidade de Equador, sendo reeleito por mais duas vezes no ano de 2000 e 2008.

 

Fonte: Origem e evolução do município de Equador, escrito por Vanildo Fernandes Bezerra no ano de 2003.

Fotos: Facebook de Berg Braz





BIOGRAFIA DE JOSÉ DA COSTA CIRNE (ZECA COSTA)- 1º PREFEITO INTERINO DE EQUADOR-RN .

 







JOSÉ DA COSTA CIRNE, mais conhecido como Zeca Costa, nasceu na cidade de Jardim do Seridó RN, no ano de 1922; filho de José da Costa Cirne e Cristiana Maria de Jesus. Em 1951, casou-se com Eurides Araújo Cirne, com a qual teve quatro filhos: José da Costa Cirne Neto, Eurípedes da Costa Cirne, Euzébio da Costa Cirne e Edmar da Costa Cirne. Residiu na cidade de Parelhas/RN, onde foi comerciante por muitos anos. Era fazendeiro, ex-combatente e presidiu o Clube Social e o clube de futebol Centenário de Parelhas. Em 1963 foi prefeito de Equador por 10 meses, quando o município foi criado. Faleceu em 30.04.1991, aos 69 anos, vítima de um ataque cardíaco.